domingo, 23 de dezembro de 2012

VIAGEM - VIGÉSIMO TERCEIRO DIA – SÁBADO – 21 DE ABRIL DE 2012


Levantamos cedo, junto com o Oscar, ou seja, pelas 6 horas. Tomamos  café, nos aprontamos e o Oscar, a caminho do trabalho nos levou até a estação de Lendinara. Pelo menos economizei minha perna.
Ficamos esperando o trem. Gosto muito de trem e aqui eles são confortáveis, limpos, não cheios.
Como sempre nas estações acontecem informações pelo autofalante. A que ouvimos dizia (em italiano naturalmente e por isso só a Jurema entendeu):
Os trens regionais entrarão em greve hoje  das 9 horas da manhã às nove horas da noite. Os trens nacionais entram em greve de 24 horas,  hoje às 21 horas e vão até amanhã (domingo) até 21 horas.”

Susto

De posse dos planejamentos de horário, nos poucos minutos que tivemos vimos que daria para ir, mas na volta ficaríamos presas em Bolonha, quando a greve nacional já teria começado.  Além disso, toda a confusão em uma cidade grande, cheia de turista e com trens parados. E lá o deslocamento maior é por trens e GREVE É GREVE. Ninguém espera por acordos.

Não tenho mais idade nem saúde para enfrentar esse tipo de coisa. Como trem já apontando desisti de ir. Achei que todas desistiriam  Era o lógico e o código de solidariedade.

Mas, quem tinha feito tudo para ir a Roma (louvamos a obstinação) não pensou duas vezes; EU VOU!! Entrou no trem e foi embora, num comportamento impulsivo.

Eu e Jurema ficamos boquiabertas. Pensamos igual e não entendemos  a atitude. Além do que ficamos na maior preocupação com as confusões  que geralmente acontecem nessas situações, com gente de fora, não conhecendo o lugar e os costumes.

Voltamos para casa lentamente. Assimilando o estrago comportamental. O stress passado e passando, somatizou na perna e ela nunca doeu tanto. Levamos quase uma hora para chegar. 

Em casa, Jurema telefonou para repartições e quem de direito para saber mais detalhes da greve. A gente acaba duvidando da gente mesmo e não é impossível que alguém tivesse achado que Jurema não tenha traduzido certo. Acompanhando pela TV era isso mesmo. Greve Regional e em seguida Greve Nacional.

Descansamos um pouco e demos uma saída para arejar a cabeça.

E então eu conheci a Lendinara dos sábados. É dia de feira e num instante a cidade se transforma, fica cheia de gente e cheia de vendedores.  Enormes caminhões baú encostam, tiram de dentro araras cheias de roupas e a praça e ruas próximas se transformam em lojas a céu aberto. Roupas de todos os tipos, tecidos e preços. Com o mesmo nível da maioria das lojas classe média. Não preciso dizer que são todos chineses.  São tão chamativos que mesmo sem querer ainda comprei mais uma ou duas echarpes e uma saia.

Alem de roupa tem comida feita na hora, peixes, camarões fritos e outras “boquinhas”. Só eu e Jurema, almoçamos por lá.

Passamos uma tarde conversando e aproveitando o tempo juntas. Teria sido melhor se não nos preocupássemos tanto. Não sei por quê. Somos duas tontas. Quem faz o que quer deve estar preparada para o que vier.

Pela hora do jantar só então recebemos um  telefonema. Meu telefone eu tinha deixado com quem foi à Roma porque já tinha chip europeu e funcionava bem. Nos dizia que até a hora do almoço de domingo apareceria.!!!!!!!

Oscar chegou, jantamos, conversamos e fomos dormir quando nos deu sono.

Nota – Nestes dias em que estamos aqui, Oscar e Jurema dormem na sala, sobre colchonetes, para nos ceder seu quarto. Atenções de filhos para mãe.

Hoje não tem foto. Nada. Poderia ter tirado da feira, mas eu não estava com pique e o clima não era adequado.






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