sexta-feira, 4 de julho de 2008

MINHA VIDA DE ESTUDANTE – DUVIDAS, INDECISõES

Terminado o colegial, a grande dúvida.

Que eu iria para as ciências Biologias já era ponto pacifico.

E aí, a decisão de uma carreira. Medicina? História Natural? História Natural era o curso que mais se aproximava da Medicina.

Medicina era difícil de se entrar. E eu tive medo? Insegurança? Desconhecimento? Não sei. Na época, a justificativa era que eu queria ser professora, mas de um setor mais adiantado da escola. Poderia trabalhar e ter uma família porque escolheria o quanto e onde trabalhar, compatibilizando vida pessoal e familiar com vida profissional.

Mas, sempre fui uma médica frustrada. Sempre estive ligada à Medicina em todos os seus aspectos. Cheguei mesmo a fazer em 1978 um curso de Instrumentação Cirúrgica quando estava próxima da aposentadoria, para poder ingressar no ambiente de medicina. Não decolei. Ficou na vontade.

Hoje, analisando melhor o assunto acho que não fiz Medicina por covardia mesmo.

Mil novecentos e quarenta e sete foi um ano de estudos, estudos, estudos. Terceiro científico, aulas pesadas pela manhã, tardes estudando, cursinho de duas horas no final da tarde. E finais de semana ajeitando os rolos e buracos da semana.

Algumas lembranças ficaram desse tempo:

- Tínhamos uma menina que ajudava nos serviços caseiros. E vendo como eu passava as tardes fechada em meu quarto estudando, o que para ela era estranho e ao mesmo tempo respeitoso, sempre fazia por sua vontade um lanche: era um queijo branco derretido com ovo e tomate. Ainda sinto o cheiro e o gosto. Repetido, não terá mais o sabor de mocidade.

- Na esquina da Rua São Joaquim com a Rua Galvão Bueno, parava num barzinho e aí tomava um Toddy quente, do qual nunca me esqueci. Tinha o sabor da expectativa, de maiores estudos, de exames próximos. Por mais Toddy que eu tome hoje, não recupero mais o sabor.

Cursinho com os mesmo professores do Científico. Prof. Ernestino e Max Gevertz.

Preparo para um vestibular que não era assustador e, pelo menos para mim era visto como uma continuidade de estudos. Nunca me preocupei mais do que o devido. Acho mesmo que não tinha consciência da responsabilidade. Era meio desligada.

Do exame vestibular lembro de uma pergunta:
qual a diferença entre Ariranha e peixe Boi. Eu nunca tinha ouvido falar em Ariranha e não respondi.

Acho que nas outras perguntas me sai bem porque passei.

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