segunda-feira, 31 de março de 2008

"O BEIJO ETERNO"

Escultura “O beijo Eterno” – William Zadig - 1920

“Não me basta saber que sou amado,
Nem só desejo o teu amor: desejo
Ter nos braços teu corpo delicado,
Ter na boca a doçura de teu beijo”.
Olavo Bilac


Separada das outras estátuas do monumento a Olavo Bilac, O Beijo Eterno “morou” em um depósito da prefeitura durante algum tempo, e foi depois instalado no Largo do Cambuci, causando protestos das senhoras puritanas que não admitiam aquele casal nu se beijando em praça pública.

Retirado, o casal continuou vagando, foi para a Avenida Nove de Julho sob a Avenida Paulista.

Incansáveis, os amantes mantiveram sua apaixonada homenagem a Bilac em meio à fuligem, até serem salvos por quatro cabeludos à Castro Alves, da Faculdade de Direito, que os desembarcaram no Território Livre do Largo de São Francisco, em junho de 1962, para emoldurar novas lutas libertárias e inspirar trovas acadêmicas” (depoimento de Álvaro Quintanilha)

Hoje, quem passar pelo Largo São Francisco, vai encontrar os amantes no seu “Beijo Eterno” que não escandalizam mais ninguém por sua nudez.

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