domingo, 16 de março de 2008

A TORRE DO BANESPA - SEGUNDA PARTE

Agora, começa a subida. No primeiro elevador, você irá até o 26º andar. Uma baldeação e o novo elevador o levará até o 32º andar. E então, dois lances de escada o esperam para serem subidos a pé os 41 degraus.

Uma sala com fotos e livro de presença, permite um pequeno descanso. E mais uma escada, agora em caracol com 18 degraus. É então que se chega ao terraço da torre.

Bastante estreita dá saudades de seu vizinho terraço do Martinelli.

Ainda há mais uns 15m com escada em caracol, que só podem ser usadas pelo Corpo de Bombeiros para hastear as bandeiras; paulista em dias comuns e paulistana no mês do aniversário da cidade. A cada dois ou três meses são trocadas ou porque perderam a cor com o sol ou porque ficaram esfarrapadas pelo vento constante.

Você chegou ao terraço e se tiver curiosidade vai não só ver São Paulo de um outro ponto de vista, mas vai conhecer a história da cidade através de cada um dos pontos observados do alto.

Fazendo uma “viagem” rotacional de 360 graus em sentido horário começando logo à saída da porta, em direção Oeste, pode-se ver:

* A descida da Avenida São João partindo da Praça Antonio Prado com seus jardins bem cuidados, ladeada pelo Martinelli, Banco do Brasil e o próprio Banespa.

* Os altos do Edifício Martinelli com a casa que pertenceu e onde morou o Comendador Martinelli, seus belos terraços e anexos.

* Um pedacinho do Vale do Anhangabaú com o chafariz decorativo na intersecção com a Avenida São João
* A Avenida São João e uma pequena parte do Correio.

Ainda para o lado direito vê-se:

* O Viaduto Santa Ifigênia, irmão menor do Viaduto do Chá, construído em 1913 com projeto arquitetônico de dois italianos, Giulio Michetti e Giuseppe Chiaropi. Gradis da belle époque todo ele com peças belgas e montadas aqui mesmo. Seu piso decorado recentemente é uma das belas visões da cidade.

* A continuação do Vale do Anhangabaú com a passagem subterrânea (antigo buraco do Ademar) em direção ao Norte numa última urbanização com o piso desenhado e priorizando o deslocamento de pedestres.

Continuando à direita veja:

* Mercado Central obra também de Ramos de Azevedo inaugurado em 1933 e agora totalmente remodelado.

* Edifício São Vito – a maior favela vertical da cidade atualmente vazio e que divide opiniões quanto à sua recuperação ou implosão.

* Parque Dom Pedro II, com os viadutos que compõe o sistema viário da região, nem de longe lembra a antiga Várzea do Carmo, com seus problemas de inundação do rio Tamanduateí suas urbanizações, sua Ilha dos Amores de 1872.

* Palácio das Industrias um prédio de arquitetura eclética inspirado no castelo Sforzesco de Milão, construído pelo escritório de Ramos de Azevedo segundo um projeto de Domiziano Rossi. Recém inaugurado, sofreu com a Revolução de 24 quando foi alvo de bombardeios. Até o começo de 2004 abrigou a Prefeitura.

* Casa das Retortas que no fim do século XIX pertencia à The São Paulo Gás Company e onde o carvão era queimado em altíssimas temperaturas para desprendimento de gás usado entre outras coisas na iluminação pública;

* O Gasômetro – depósito cilíndrico tão característico dessa parte da cidade, Construído em 1926 para armazenar gás de baixa pressão, era um ponto de referencia. Desativado em 1997, hoje tem apenas um de seus quatro níveis cheio de Gás Carbônico para evitar que o equipamento estrague. Com seus 56m de altura, 60m de diâmetro e capacidade de 56 mil metros cúbicos, era visto por todo o Brás e Mooca, no seu vai e vem para cima e para baixo. O pessoal da minha infância dizia que os gases serviam para quem tinha bronquite e sempre levava crianças doentes para a região.

* Complexo viário da Avenida Rangel Pestana com a Secretaria da Fazenda, e mais longe a rua da Figueira (antiga chácara da Marquesa de Santos) com o antigo hospital Dom Pedro II

Continue andando para a direita e veja:

* O Pateo do Collegio

* Os dois prédios quase iguais das atuais Secretarias de Justiça, e o Primeiro Tribunal de Alçada onde também funcionou em outros tempos a Bolsa de Valores, três obras de Ramos de Azevedo

* A Praça da Sé em sua totalidade, com o Palácio da Justiça à esquerda sobressaindo atrás dele o Fórum novo, já na Praça João Mendes

* A bela Catedral em todo seu esplendor .

* O principal Corpo de Bombeiros da cidade.

Ainda à direita

* O Edifício Joelma, em um ponto “fantasmagórico” da cidade: cenário de um crime famoso em 1948, anos depois quando no terreno já existia o prédio este foi em 1974 quase destruído por um grande incêndio onde morreram mais de 300 pessoas.

* O “Banespinha” antigo Prédio dos Condes Matarazzo, depois sede do Banespa e atualmente sede da Prefeitura Municipal da cidade de São Paulo. No seu topo um jardim, em pleno centro que ocupa uma área aproximada de 300 metros quadrados com vegetação exuberante. Está em reforma.

* O edifício do Banco do Brasil, bastante alto, fecha o círculo.
Infelizmente não se vê o Teatro Municipal e só se vislumbra a parte final do viaduto do Chá.

Agora você já pode descer satisfeito de ter conhecido uma cidade diferente daquela em que você transita todo dia.

Caso você queira ver uma imagem em 360° feita nesse local clique no link abaixo

Vista 360° do mirante do Banespa

2 comentários:

Noeli disse...

Adorei o passeio virtual.

SP360 disse...

Olá Vovó Neuza,

bom dia.

Obrigado por navegar no SP36°.

Recentemente atualizamos nosso portal e os endereços dos passeios foram atualizados. Faça-nos uma visita e veja os novos passeios fotografados pela cidade de São Paulo.

Um abraço,
Equipe do SP360°